Dentro de um rio encontramos diversos tipos de correntes que podem ser descendentes (no sentido do rio), contrárias e até indefinidas, tudo dependendo da formação do leito e das margens. Já a turbulência, acontece quando a corrente principal, em desnível, encontra obstáculos e passa por eles.
De acordo com as características das margens e da ondulação, pode-se avaliar o tipo de formação do fundo e o movimento da corrente. Esta análise deve sempre ser feita para melhor entender a hidrodinâmica do rio, e melhor traçar um plano de descida.
Corrente laminar: é a corrente suave e sem obstáculos. A água se movimenta mais rápido no centro do que no fundo e nas margens.
Turbulências: As turbulências são divididas em diversos tipos:
Remansos: podem tanto aparecer no meio do rio, atrás de pedras, de refluxos ou em regiões de transição de corrente, como nas margens do rio. São regiões onde a água pode estar parada, agitada ou até em direção contrária ao rio.
Alguns exemplos de diferentes formações de remanso:
Linha de remanso: divide as regiões entre a corrente e o remanso. Muitas vezes a linha de remanso é muito forte, indefinida e turbulenta.
· Ondas estacionárias: As ondas estacionárias formam-se por diversos fatores
Depois de uma pedra, próxima da superfície. Quanto mais próxima da superfície a pedra se encontra, mais agitadas se tornam as ondas:
- Quando o rio se afunila, aumentando a velocidade da água e quando a corrente, após um desnível perde velocidade;
- Quando a corrente principal encontra uma corrente mais lenta nas margens;
- Quando duas correntes se encontram.
Refluxos: Os rios de grande desnível em geral apresentam muitos. Nesta formação a água passa sobre uma pedra ou um ponto de desnível e cai em um buraco, ou em um platô, provocando movimentos de turbulência no sentido contrário à corrente.
Os Refluxos podem ser de quatro tipos:
Abertos: são os menos perigosos, pois a formação em "U" possibilita alcançar correntes no sentido do rio e se desprender ou ainda sair pelas laterais.
Retos: formam-se normalmente depois de barragens e em formações "perfeitas". Alguns podem ser difícil de transpor pelo centro, mas sempre é possível buscar as laterais para sair. É necessário alertar sobre os refluxos após represas, pois eles representam um dos maiores perigos dos esportes de águas brancas, devido a formação perfeita dos movimentos rotatórios da água que não abre brecha para uma escapatória. Sendo assim, eles são evitados e não devem ser transpostos.
Fechados: com formação em "V", representam um perigo maior, pois a tendência é sempre voltar para o centro, restando apenas escapar pelo centro o que é bem difícil.
Diagonal: formam-se na diagonal do rio e são fáceis de sair.
Os refluxos retos e os fechados são muito perigosos. Uma das técnicas para se sair de um refluxo é nadar para o fundo pois a corrente no fundo do rio leva para fora do refluxo.
- Correntes helicoidais: estas são froamdas quando a corrente segue da margem até se chocar com a corrente principal e retorna por baixo. Algumas vezes os últimos metros antes da margem são mais difíceis de nadar por causa desta corrente.
- Caos: como o nome já diz é quando não ha nenhum padrão de correnteza.





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