sexta-feira, 15 de outubro de 2010


A IMPORTÂNCIA DE GUIAS E OPERADORAS RESPONSÁVEIS NO RAFTING E NAS TÉCNICAS VERTICAIS


Esportes de aventura e, especificamente, o rafting, viraram moda no Brasil. Nos últimos anos surgiram inúmeras empresas em todo território nacional que oferecem estas atividades.

Cursos estão sendo oferecidos em todo lugar, muitos deles duvidosos e, praticamente, nenhum fiscalizado por algum órgão. Não é raro que alguém que faça um curso de técnicas verticais num fim de semana e se considere apto a levar turistas para praticar rapel. Qualquer pessoa que está há algum tempo no ramo já se declara um profissional e até consultor.

Ora, para ser um profissional apto a levar turistas para praticar qualquer esporte de aventura é necessário mais de um ano de treinamento. Além do curso do próprio esporte, outros também são importantes, como cursos de primeiros-socorros e resgate.

Um consultor, além de uma experiência de longos anos no esporte e administração de uma empresa do ramo, deverá ter também uma experiência de vida.

O barato que sai caro - Por causa do despreparo, muitas empresas de esportes de aventura abaixam o preço para atrair clientes e prejudicam outras que têm um custo mais alto, por terem se preparado melhor. Muitos brasileiros preferem economizar 5 reais e não estão conscientes do risco que essa atitude pode trazer para eles.

Será que uma empresa que oferece preços baixos investe no treinamento adequado dos guias e compra sempre os melhores equipamentos ?


Como saber se a segurança é levada a sério



Como saber se a segurança é um aspecto que está sendo levado a sério na sua viagem/passeio para prática de aventura? Foi para buscar uma resposta a esta importante questão que nossa equipe de jornalismo ouviu algumas personalidades ligadas à aventura.

Atuando em áreas como ralis, montanhismo, trekking, corridas de aventura, pára-quedismo e rafting, profissionais de ponta como o médico Clemar Corrêa e o bombeiro Valdir Pavão dão algumas dicas para que você perceba se a segurança está sendo valorizada no seu pacote de aventura.

Começamos os depoimentos com as dicas de João Carlos Ramalho, o Juneca, especialista em rafting da Canoar, pioneira no esporte no Brasil. Ele destaca a iniciativa de se informar sobre a empresa que se pretende contratar para realizar um passeio ou viagem. Este comportamento é apontado pelos especialistas ouvidos neste Aventura Brasil como fundamental para quem quer estar seguro.

Saiba os antecedentes da empresa - "A segurança envolve muitas coisas. Até pouco tempo atrás, os esportes de aventura eram chamados de 'esportes radicais', justamente por existir a possibilidade de se machucar. Quando uma pessoa decide procurar uma empresa que lhe proporcione a prática desse tipo de esporte, ela deve procurar saber pelo menos os antecedentes dessa empresa. Deve saber quanto tempo de experiência essa empresa tem, se as pessoas envolvidas são certificadas, se elas têm cursos de primeiros-socorros e se a empresa fornece algum tipo de apoio durante a prática de aventura.

A pessoa também deve reparar se os guias são pessoas bem apresentáveis, pois se um funcionário é bem apresentável, com certeza existe uma estrutura por trás. Os instrutores devem ter uma boa formação sobre as atividades que estarão exercendo e também devem passar constantemente por cursos de 'reciclagem'. Os principais aspectos a serem considerados são o tempo de experiência da empresa e os equipamentos que ela utiliza."


CUIDADO COM PÉS E MÃOS


Uma bolha pode tirar o atleta de qualquer prova, dependendo da extensão da lesão. Aqui no Brasil as corridas de aventura começaram em 1998. Hoje o perfil do atleta é completamente diferente dos mesmos atletas de nove anos atrás. Nesse tempo os pés eram o principal problema, com lesões gravíssimas na pele dos pés. Bolhas e lacerações enormes.

Hoje, em função dos tênis e das meias, e, principalmente, dos cuidados que eles têm, essas lesões são muito mais raras, mas às vezes são importantes. É preciso saber o que pode fazer quando começa a surgir uma bolha, para que não se transforme em uma coisa dramática.

 
 Um corte se resolve tranqüilamente, de uma certa forma, durante a prova. Vai curar depois, mas o sangue estanca na hora. Já uma bolha não. O pé para a corrida de aventura é igual a roda para o rali. Não tem como contornar a situação. Ao furar um pneu e ter uma lesão no pé, não tem como progredir.

O melhor remédio é a prevenção. Mas no esporte outdoor, muitas situações são inevitáveis, depende muito de sorte também. Hoje se tem bandagens e curativos especiais, que ajudam. Mas mesmo sem ter isso existem formas de se evitar.



Rafting - Equipamentos

Bote – o material é o resistente hypalon, um tecido de fibra de poliéster, revestido com borracha de neoprene, altamente resistente a abrasão. Algumas marcas utilizam também revestimentos de PVC ou uretano. O tamanho dos botes varia de 12 a 20 pés, escolhido de acordo com o nível do rio. Um bote muito pequeno pode não ter muita estabilidade em locais de fortes corredeiras.

Num bote de 12 pés, podem remar de três a até sete pessoas. Já no de 14, cabem até oito pessoas. Em ocasiões especiais, pode haver um remo central, com dois remos longos encaixados na armação de alumínio. Assim, somente o guia rema, para sua maior comodidade dos participantes. Essa técnica é muito utilizada em turismo no Exterior, indicada em rios muito difíceis, devido ao maior controle que o guia possui sobre o bote.

Remos – podem ser de plástico ou de fibra de carbono.

Capacete e colete salva-vidas  – utilizados para garantir maior segurança aos praticantes.

Roupa de neoprene – aquece o participante em rios cuja temperatura da d’água é menos agradável e prolonga a permanência no passeio.

Calçado com solado de borracha - para melhor fixação do participante no bote, para sua estabilidade nas pedras no caso de andar dentro do rio e sua segurança numa situação de queda do bote.

Cabo de resgate – trata-se de uma corda dentro de um saco, de aproximadamente 20 metros, utilizada para resgates no caso de alguém cair do bote. O procedimento é jogar o saco, que tem a corda devidamente enrolada dentro, e puxar pela ponta, esperando que o resgatado segure o saco.

Caiaque de segurança – um ou mais canoístas acompanham uma descida comercial ou uma equipe de campeonato para dar suporte no caso de resgate. É muito utilizado pelas operadoras de rafting, que usam o recurso do safety kayak para dar apoio aos clientes.

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